Entender sobre o grau de risco te ajudará a cumprir todas as determinações legais

 

Você já ouviu falar sobre grau de risco? O assunto é um dos principais no que tange à saúde ocupacional, já que exige que a empresa se comporte de maneira diferente de acordo com o resultado obtido.

Não é tão difícil imaginar alguns fatores de risco em nossa mente, mas o assunto é tão amplo que podemos nos esquecer de detalhes importantes, cujas consequências podem ser sérias para a companhia.

Vamos entender melhor do que se trata este conceito para, depois, saber quais são os graus existentes e, por fim, entender onde sua companhia se encontra.

O que é grau de risco?

Como o próprio nome elucida, é a classificação dos riscos aos quais uma empresa está submetida no desempenho de suas atividades, o que consequentemente altera a forma com a qual precisam lidar com saúde ocupacional.

O grau de risco de uma empresa é um assunto pertinente à Norma Regulamentadora 4, que trata de “Serviços especializados em engenharia de segurança e em medicina do trabalho”, com objetivo de permitir que todos os colaboradores possam trabalhar com segurança.

O GR é mais especificamente abordado no Quadro I da NR 4, que traz o Grau de Risco (GR) de cada atividade econômica constante na Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) Versão 2.0, este adotado pelo Sistema Estatístico Nacional e por outros órgãos administrativos do Brasil.

Mesmo quem não entende sobre grau de risco CNAE pode ter algumas ideias em relação ao que ele quer dizer, que é o quão arriscadas ou não são as atividades de qualquer profissão, mas um detalhe importante é que nem todos os perigos são aqueles que temos em mente.

Por exemplo, é evidente que um eletricista trabalha em contato com algo perigoso, que é a eletricidade, assim como acontece com operadores de caldeira, empresas químicas e afins, mas até mesmo a fabricação de produtos cerâmicos refratários (código 23.41-9) é perigosa, classificada no maior grau de risco!

Por isso, é fundamental conhecer o que dizem as leis, especificamente a NR 4 neste assunto, pois ela foi desenvolvida por profissionais experientes e que definiram os graus de risco depois de muito planejamento e pesquisa.

Veja também: Top 05 segmentos empresariais que mais precisam se preocupar com saúde ocupacional

Quais são os graus de risco para as empresas?

O Quadro I da NR 4 traz o grau de risco de todos os CNAE, ou seja, independentemente de qual seja a área de atuação, é possível encontrar a informação desejada, seja de maneira exata ou, quando isso não for possível, por similaridade em relação ao que aparece ali.

Os graus de risco são os seguintes:

 

 

  • Grau 1: risco muito baixo. Aqui, enquadram-se as empresas cujas atividades oferecem poucos riscos aos funcionários ou quando estes possuem pouca probabilidade de acontecer. Como consequência, as companhias se deparam com uma menor lista de exigências.

 

 

 

  • Grau 2: risco baixo. O grau 2 contempla atividades em que as situações de perigo não são tão incomuns quanto no 1, mas ainda assim existem e podem colocar os colaboradores em risco. A lista de exigências a se seguir é maior.

 

 

 

  • Grau 3: risco médio. No grau 3, aparecem as atividades em que o perigo aparece constantemente, ou seja, as chances de se deparar com situações indesejadas são maiores. Os cuidados a se adotar e as exigências legais a se seguir também aumentam.

 

 

 

  • Grau 4: risco alto. Por fim, o grau 4 contempla as atividades mais perigosas e com maior incidência de problemas de segurança que todas as outras, onde aplicam-se exigências mais complexas para permitir que os colaboradores tenham plenas condições de desempenhar suas atividades profissionais sem colocar a saúde e integridade em risco.

 

 

Nós já falamos sobre 7 segmentos em que o laudo ergonômico é fundamental, bem como tivemos outras listas com áreas e companhias que se destacam em relação às necessidades de segurança, e este é um assunto com o qual se deve lidar com máxima atenção, já que qualquer problema pode ter sérias consequências.

Exemplos de grau de risco CNAE

 

A lista é extensa e contempla uma série de atividades, as quais são separadas em categorias e subcategorias, e algumas que se destacam em cada grau de risco são as seguintes:

 

Grau de risco 1

 

  • Atividades imobiliárias de imóveis próprios;
  • Atividades paisagísticas;
  • Bancos comerciais;
  • Bancos de investimento;
  • Comércio varejista de artigos médicos e ortopédicos;
  • Comércio varejista de material elétrico;
  • Design e decoração de interiores;
  • Incorporação de empreendimentos imobiliários;
  • Locação de automóveis sem condutor.

 

Grau de risco 2

 

  • Atividades de correio;
  • Atividades de televisão aberta;
  • Comércio ambulante e ou outros tipos de comércio varejista;
  • Comércio atacadista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios;
  • Comércio de peças e acessórios para veículos automotores;
  • Confecção de peças do vestuário, exceto roupas íntimas;
  • Confecção de roupas íntimas;
  • Ensino fundamental;
  • Fabricação de colchões;
  • Fabricação de produtos de papel, cartolina, papel-cartão e papelão ondulado para uso comercial e de escritório;
  • Fotocópias, preparação de documentos e outros serviços especializados de apoio administrativo;
  • Serviços de catering, bufê e outros serviços de comida preparada.

 

Grau de risco 3

 

  • Aquicultura em água doce;
  • Atividades relacionadas à organização do transporte de carga;
  • Comércio atacadista de combustíveis sólidos, líquidos e gasosos, exceto gás natural e GLP;
  • Criação de bovinos;
  • Cultivo de soja;
  • Fabricação de açúcar refinado;
  • Fabricação de calçados de couro;
  • Fabricação de embalagens metálicas;
  • Fabricação de móveis com predominância de madeira;
  • Fabricação de produtos de carne;
  • Fabricação de produtos do refino do petróleo;
  • Manutenção e reparação de motocicletas;
  • Produção florestal – florestas plantadas;
  • Transmissão de energia elétrica;
  • Transporte rodoviário de passageiros.

Grau de risco 4

 

  • Atividades de apoio à extração de petróleo e gás natural;
  • Construção de redes de abastecimento de água, coleta de esgoto e construções correlatas;
  • Demolição e preparação de canteiros de obras;
  • Extração de minerais radioativos;
  • Fabricação de cal e gesso;
  • Fabricação de cimento;
  • Fabricação de explosivos;
  • Obras portuárias, marítimas e fluviais;
  • Produção de artefatos estampados de metal; metalurgia do pó
  • Produção florestal – florestas nativas;
  • Serviços de usinagem, solda, tratamento e revestimento em metais.

 

Confira também: Siglas da saúde ocupacional: CIPA, PCMSO, PPRA. Entenda essas e outras!

 

Como saber exatamente o grau de risco de uma empresa?

 

Basta analisar o Quadro I da NR 4 e procurar qual é a atividade desempenhada. A maneira mais simples é ter o número do CNAE em mãos e, com isso, pesquisar entre as demais opções para encontrar com agilidade.

 

A saúde ocupacional nas empresas é um assunto com que você deve se preocupar, independentemente de qual seja o grau de risco CNAE, mas os de maior grau demandam cuidados especiais, de modo que o desempenho das atividades seja sempre seguro.

Ao contar com uma empresa de saúde ocupacional, você pode saber quais são todas as exigências para o grau de risco das atividades de sua companhia, de modo a atender plenamente o que a lei exige e, além disso, proporcionar um ambiente seguro aos colaboradores, o que trará benefícios já a curto prazo.

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